sábado, 23 de junho de 2007

BONS AMIGOS (Machado de Assis)

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!


Especial para minha amiga Cecília... irmã, amiga, mãe, mulher e filha... ela é tudo!

Um comentário:

  1. Olja, muito legal seu Blog e bela intenção, mas o texto acima não é de Machado de Assis. É ainda de um autor desconhecido, moderno pelo que se lê, mas nunca de Machado de Assis. O máximo que Machado escreveu sobre amizade foi:

    "Não é amigo aquele que alardeia a amizade: é traficante; a amizade sente-se, não se diz...” (Machado de Assis)

    In: Joias do Pensamento Brasileiro
    Ed. Tecnoprint S.A
    p. 38

    Olha como é um texto de Machado de Assis,

    Poemas Escolhidos - Os melhores segundo Manuel Bandeira, produzidos entre 1878 e 1900

    Publicados em Ocidentais (1900)

    FOSTE A ROSA desfolhada
    Na urna da eternidade
    Pr’a sorrir mais animada,
    Mais bela, mais perfumada
    Lá na etérea imensidade.

    Rasgaste o manto da vida,
    E anjo subiste ao céu
    Como a flor enlanguecida

    Que o vento pô-la caída
    E pouco a pouco morreu!


    Tu’alma foi um perfume
    Erguido ao sólio divino;
    Levada ao celeste cume
    C’os Anjos oraste ao Nume
    Nas harmonias dum hino.

    Alheia ao mundo devasso,
    Passaste a vida sorrindo;
    Derribou-te, ó ave, um braço,
    Mas abrindo asas no espaço
    Ao céu voaste, anjo lindo.

    Esse invólucro mundano
    Trocaste por outro véu;
    Deste negro pego insano
    Não sofreste o menor dano
    Que tu’alma era do Céu.

    Foste a rosa desfolhada
    Na urna da eternidade
    Pr’a sorrir mais animada
    Mais bela, mais perfumada
    Lá na etérea imensidade.
    Paulo Roberto Gaefke
    www.meuanjo.com.br

    ResponderExcluir